O requinte da mulher portuguesa, segundo JGF
Não vou a banhos, sem antes deixar aqui este trecho que cacei num livro que ando a ler, recordando alguns comentários a postes anteriores. Chamei-lhe O requinte da mulher portuguesa, segundo José Gomes Ferreira:
«Releitura de uma biografia de Liszt... Amores com a condessa d'Agoult, a princesa de Wittegenstein, etc.
Que diferença entre a vida mundana dos artistas românticos europeus e os pobres românticos da nossa triste terra de broa e botequins!
Em Portugal só Garrett se guindou às alturas da Alta Burguesia, transformada em Aristocracia (e mesmo assim através das doçuras vaginais de algumas estrangeiras complacentes...). As titulares portuguesas (com a excepção teórica da marquesa de Alorna) preferiram sempre os palafreneiros...
... e em Arte, o faduncho - a cheirar a cavalariça e urina de touros...»
José Gomes Ferreira - Dias Comuns I. Passos efémeros - Diário. Lisboa: Dom Quixote, 1990, p. 126
10 Comments:
E eu não o deixo ir "a banhos" sem antes lhe dizer que José Gomes Ferreira é (foi) meu tio-avó.
Boas leituras.
Bom descanso.
PS
Não podia, claro, terminar sem rectificar um lapso: "tio-avô"...
:-)
Óptimo, cara Atenas. Perceberá assim melhor o teor do poste.
Obrigado, cara Atenas. Espero descansar, de facto.
Caro Politikos, quis esperar pelo seu regresso de férias (que foram seguramente óptimas, ou não fossem férias) para comentar este «postezinho» tão brejeiro. Não compreendo, sobretudo, a sua razão de ser. Tanto eu como a minha querida Atenas temos, assumidamente, uma alma «proletária» e, como tal, gostos refinados. Admito, ainda assim, pressentir, no moderno equivalente do palafreneiro – que é, talvez, o jovem camionista de TIR – uma força da natureza a que, como variante, não negaria um certo interesse. :-)
Cara Luar
Ao demonstrar interesse pelo camionista TIR, Vexa confirma os meus piores receios. Eu queria apenas comparar os «palafreneiros» aos «actores de telenovela e de cinema», mas vejo que a coisa, pelo seu lado, é bem pior! É bem pior! Coloca-se a questão de saber se Vexas estão ao nível das meninas dos calendários que os ditos camionistas ostentam nas cabines.
:-)
Minha cara Luar,
estou solidária com a sua alma "proletária" (não é novidade...) mas, sobretudo, com os seus gostos por... hum..., "forças da natureza"!
É que não interessa muito o que fazem da vida, não é?
:-)))
Caro Politikos,
há "meninas de calendário" que Vexa, certamente, não desprezaria, se lhe aparecessem à frente, penso eu de que...;
ou será Vexa demasiado "probo" para "ter alma" de camionista?!?!
:-D
Cara Atenas
Constato que respondeu a tudo, desafiou a Luar, mas ignorou o principal: «está ou não ao nível das meninas dos calendários»?! Pelo menos já sabemos que é alta ;-)
Respondendo à sua questão, para mim não chega ser «menina de calendário». Ajuda, mas não chega. Não gosto de palafreneiros no feminino.
Caro Politikos,sendo alta, como sou, o meu nível é mais (muito mais) alto...!
:-)
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