9 de maio de 2006

A Biblioteca da Torre do Tombo!

Há lapsos indesculpáveis. Há informação básica de cidadania que ninguém, e sobretudo um jornalista, pode desconhecer. Ontem à noite, a «fava» calhou a Luís Costa Ribas, durante anos correspondente da SIC em Washington. Profissional competente e de «low profile, ontem escorregou de forma clamorosa. Escalado para entrevistar a vencedora do escalão mais jovem do Campeonato Nacional da Língua Portuguesa, parece-me ter encarado aquilo com a ligeireza de quem vai entrevistar uma adolescente vencedora de uma prova menor e um bocado bizarra, ligada a essas «coisas» da Língua. Ou seja, sem preparação, sem guião e sem fazer o «trabalho-de-casa». De onde - estava-se mesmo a ver - saiu grossa asneira. Descontando o tom paternalista e condescendente da entrevista, a dado passo, referindo-se ao prémio mais importante, a viagem à Biblioteca de Alexandria, disse, e cito de memória, «sempre é melhor ir à Biblioteca de Alexandria do que ir à Biblioteca da Torre do Tombo!». Alguém explique ao Luís Costa Ribas a diferença entre um arquivo e uma biblioteca, entre um documento e um livro e, já agora, entre o Arquivo Nacional e a Biblioteca Nacional. Pede-se…
A SIC também não fica isenta de culpas no «cartório» – que não o da Torre do Tombo. Porque raio não nomeou um jornalista ligado à área cultural para fazer aquele trabalho? Pois, para quê, se se tratava apenas - segue o estribilho - de entrevistar uma adolescente vencedora de uma prova menor e um bocado bizarra, ligada a essas «coisas» da Língua...

12 Comments:

Blogger Politikos said...

Ó cara Luar, desafia-me, já vi?! Nada disso, já me chegam, como sabe, as cartas que tenho de fazer por outros motivos...
Bem sei que escrevo umas «cartitas», mas tb não exagere?!?!?

quarta-feira, maio 10, 2006 6:34:00 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Pois é, de facto há lapsos indesculpáveis, uns mais outros menos. Acontece a todos. Como este, por exemplo: o concurso foi na SIC e o Luís Costa Ribas foi correspondente da SIC nos EUA!!!

Bem podem escrever à RTP a protestar, mas não ia adiantar nada! :-)

quinta-feira, maio 11, 2006 12:36:00 da manhã  
Blogger Politikos said...

É como diz, Kroniketas, é sempre possível apontar lapsos, mesmo os inexistentes, como por exemplo afirmar-se que o «concurso» - por acaso chama-se «campeonato» - foi na SIC quando em nenhum lado se diz que não foi. Quanto ao facto de se referir que o LCR foi correspondente da RTP é, de facto, um lapso que já se vai emendar e cuja correcção se agradece. Aliás foi tb correspondente da TSF.

quinta-feira, maio 11, 2006 2:36:00 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

Vamos lá ver se nos entendemos: então ao referir que o repórter Luís Costa Ribas foi correspondente da RTP e que "a RTP não fica isenta de culpas no cartório", o que é que está implícito? Que o concurso foi na SIC? Claro que não se diz que não foi, mas então porque raio é que um repórter da RTP iria entrevistar o vencedor do concurso dum canal concorrente? Todo o texto está construído com base na RTP, portanto não adianta agora retorquir que "não é dito que não foi na SIC". Aliás, se reparar bem, às 11:06 deste dia 11 de Maio, ainda lá está o parágrafo que diz que "a RTP não fica isenta de culpas no cartório". Porque será? Por o concurso ter sido na SIC? ;-)

quinta-feira, maio 11, 2006 11:11:00 da manhã  
Blogger Politikos said...

Eu vi a parte final do campeonato, a que chama «concurso»; vi lá o Balsemão, proprietário da SIC; sei que os testes sairam no Expresso, propriedade do Balsemão, tb proprietário da SIC; sei que foi a Bárbara Guimarães, da SIC, a conduzir o campeonato, a que chama «concurso»; pus no texto o link do campeonato, a que chama «concurso, que é o link do Expresso, propriedade de Balsemão, tb proprietário da SIC. Ok. A RTP continua referida em baixo e mal - e já vamos retirar -, por uma espécie de «lapsus linguae» ou de «erro de simpatia», em que se afirmou uma vez RTP por engano e assim se continuou... Não tenho, nem nunca tive, qualquer dúvida que o concurso foi patrocinado pelo Grupo Impresa, que detém o Expresso e a SIC, e que «passou» na SIC. Ok.
Nunca é dito em nenhum lado que o concurso foi na SIC... Sejamos claros.
P.S. - Tb não precisa de afirmar a hora em que algo está no blogue, porque eu não limpo as caixas dos comentários que não me são favoráveis ou nos quais faço erros... Perfeito é exactamente aquilo que eu não acho que seja...
E uso de ironia mas não uso de sofisma nos comentários. Ou seja, nunca compararia um erro de ignorância como o da Biblioteca da Torre do Tombo com uma simples troca entre a RTP e a SIC...

quinta-feira, maio 11, 2006 2:06:00 da tarde  
Blogger Politikos said...

O que não significa que tb não dê «erros de ignorância», que tb os dou. Só para que conste.

quinta-feira, maio 11, 2006 2:15:00 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Eu levo isso à laia de distracção. O que é irónico é presicamente isso: onde se faz uma crítica ao erro do jornalista, que trocou biblioteca com arquivo, trocando o canal desse mesmo jornalista...

PS: Quanto ao PS do comentário anterior, se também é ironia ou indirecta, a mim passa-me completamente ao lado. Eu também não limpo os comentários, embora o proprietário do blog goze dessa prerrogativa se lhe apetecer.

sexta-feira, maio 12, 2006 7:34:00 da tarde  
Blogger Politikos said...

Está enganado: num caso há um lapso, como diz. No outro há mais do que um lapso: há uma confusão de conceitos que resulta da ignorância. Uma coisa é eu dizer que x foi presidente da república, tendo sido primeiro-ministro. Outra, e bem diferente, é dizer que a Presidência da República é o Governo ou que o Governo é a Presidência da República. Ou seja, eu dizer que o Eanes foi primeiro-ministro, tendo sido presidente da república, é um lapso aceitável. Já eu falar, por exemplo, do «Governo da Presidência da República» ou da «Presidência da República do Governo» é um lapso inaceitável. Pelo menos para mim...

sexta-feira, maio 12, 2006 8:57:00 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Começa-se por contestar que tivesse sequer havido um lapso por não ter sido dito que o concurso não foi na SIC; depois admite-se que também não é dito que foi e é apenas feita referência à RTP; por fim já se admite que há um lapso, mas que tem menos importância que o do jornalista. E agora tenta-se demonstrar que há lapsos aceitáveis e ignorância, fazendo um jogo de palavras com a "presidência do governo da república" e o "governo da presidência da república", que não faz muito sentido. Chamar ao Eanes PM em vez de PR só poderia ser um lapso devido a ignorância, porque qualquer pessoa tem obrigação de saber que ele foi PR. Mas tanto pode haver um lapso de linguagem num caso como noutro.
Custa-lhe tanto a aceitar que meteu água?

domingo, maio 14, 2006 1:38:00 da manhã  
Blogger Politikos said...

Factos (objectivos):
1.º Nunca afirmei em lado nenhum que o concurso foi na SIC;
2.º Sempre reconheci o lapso entre a SIC e a RTP.
Opinião (subjectiva)
1.º Há lapsos aceitáveis - o meu - e lapsos inaceitáveis, o do jornalista;
2.º Tanto aceito bem que meti água que até agradeci a correcção;
3.º Aceito pior a ironia feita com sofisma quando se tenta comparar lapsos de natureza diferente e portanto incomparáveis.

domingo, maio 14, 2006 9:33:00 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Really amazing! Useful information. All the best.
»

sexta-feira, junho 09, 2006 12:34:00 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Caros "Comentadores"
DEvemos falar sempre dql q sabemos e não dql q se diz por aí.
LCR é um dos maiores jornalistas que conheci pessoalmente até hoje. Mas é evidente que não se pode agradar a gregos e troianos.
FG

quinta-feira, junho 22, 2006 7:41:00 da tarde  

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