31 de dezembro de 2005
As regras da CGD

26 de dezembro de 2005
De onde vêm os «aérios» das presidenciais da Pólis?

22 de dezembro de 2005
As razões por que voto em Soares


Repete-se, qual estribilho, que tudo isso se passou apenas nos últimos 10 anos, ou seja na transição dos 70 para os 80 anos. Esperamos que isto tenha respondido à falácia que é a questão da idade de Soares… Isto, entre outras coisas?!Já agora…
As razões por que a prima não vota em Soares
«1 - O Soares, infelizmente para a "esquerda", não está no seu melhor. Isso aconteceu há 20 anos, quando tudo e todos acreditavam ser "Freitas - o presidente" e o "velho" conseguiu fazer os "comunas" tapar a cara e outros engolir sapos, mas reuniu, por mérito, todas as forças democráticas.
2 - Nessa altura, se não me engano, tinha o "querido" uns singelos 20 aninhos e nem se dispôs a festejar com a família a vitória da sua "referência democrática", o que aconteceu com os seus queridos pais, em pleno largo do rato, com muito frio. Isto porque lhe reconhecemos valor e apostámos nele. Agora???????????
3 - Não sou fanática, nem pela política, nem pelo clube, nem pela religião. Tento ver a nu e cru o que se passa ao meu redor e digo-te com franqueza, ninguém aos 81 anos está no seu melhor. Biologicamente é impossível. Constato isso nos debates. Com pena minha e de muitos (milhões, por certo) a "caveira" vai para Belém. Mas... cada país tem o que merece!!!»
18 de dezembro de 2005
A morte é uma coisa da vida
E vão mais dois debates…

10 de dezembro de 2005
Louçã e o TPC, entrevista ou debate

8 de dezembro de 2005
Também tu Sócrates... vais «de encontro» sem «ir contra»
Ronaldos - Descubra as diferenças?


Há uns dias atrás, um outro Ronaldo, Ronaldinho, ao receber a Bola de Ouro para o Melhor Jogador da Europa, afirmou: «Sem uma bola não sou nada» (Visão, 8-12-05).
6 de dezembro de 2005
Alçapões e «falsos amigos» - hoje e sempre

Vem esta «conversa» - diríamos da «treta», se fosse outro a escrevê-la - a propósito de um documento que hoje nos chegou à mão trazido por um colega.
Trata-se da cópia da factura que um mestre-de-obras apresentou, em 1853, pela reparação que efectuou na Capela do Bom Jesus de Braga. É uma transcrição, com grafia actualizada, de um documento existente na Torre do Tombo.
«Por corrigir os 10 mandamentos, embelezar o Sumo Sacerdote e pôr-lhe fitas - 70 réis
Um galo novo para S. Pedro e pintar-lhe a crista - 80 réis
Dourar e pôr penas novas na asa esquerda do Anjo da Guarda - 120 réis
Lavar o Sumo Sacerdote e pintar-lhe as suíças - 160 réis
Tirar as nódoas do filho de Tobias - 95 réis
Uns brincos novos para a filha de Abraão – 245 réis
Avivar as chamas do Inferno, pôr um rabo novo ao diabo e fazer vários consertos aos condenados - 185 réis
Fazer um menino ao colo de Nossa Senhora – 210 réis
Renovar o céu, arranjar as estrelas e lavar a Lua – 130 réis
Compor o fato e a cabeleira de Herodes – 35 réis
Retocar o Purgatório e pôr-lhe almas novas – 335 réis
Meter uma pedra na funda de David, engrossar a cabeleira de Saúl e alargar as pernas a Tobias - 93 réis
Adornar a arca de Noé, compor a barriga do filho pródigo e limpar a orelha esquerda de S. Tinoco – 135 réis
Pregar uma estrela que caiu do coro – 25 réis
Uma botas novas para S. Miguel e limpar-lhe a espada – 225 réis
Limpar as unhas e pôr cornos ao diabo – 185 réis
Total 2 328 réis»
4 de dezembro de 2005
O Dicionário da Academia e os três tipos de críticos

Transcreve-se um trecho sobre os três tipos de críticos do referido Dicionário que eu inteiramente subscrevo:
«O balanço é positivo. Eu distingo três tipos de crítico. O "chico-esperto" é aquele que só sabe fazer críticas destrutivas. Se não está lá uma palavra, pronto...o dicionário já não presta! Depois temos o "coca-bichinhos" que anda à procura dos bichinhos, ou seja, das falhas. Quando encontra alguma vem logo à praça pública dizer que o dicionário não serve. Finalmente, há o crítico avisado que sabe fazer uma avaliação global. Nota os aspectos negativos mas também os positivos e esse tipo de crítico tem sido muito favorável a este dicionário. Dizem mesmo que este é o melhor dicionário da Língua Portuguesa até hoje editado».
3 de dezembro de 2005
A nossa cara Aspirina…

A produção da Aspirina ainda envolve despesas de investigação?
Quantas vezes já estarão pagas as despesas de investigação que estiveram na base da sua produção?
Qual a razão pela qual se mantém um dos mais simples medicamentos ao preço em que está?
1 de dezembro de 2005
«Ir de encontro a» versus «ir ao encontro de» - outras maneiras de ver

Das ulteriores pesquisas que a este respeito fiz nenhuma me dá razão. Embora também nenhuma me tivesse convencido de que não tenho razão. Não eu mas a minha sensibilidade linguística. Porquê então este meu «erro»? Vejamos o que sobre esta questão nos diz o Ciberdúvidas da Língua Portuguesa:
«Ao encontro de tem o sentido de "em busca", "na direcção de", "encontrar-se com", "sair ao caminho", "ir ter com quem vem", "sair à frente de", "agir antes de alguém": «Foram todos ao encontro do novo presidente», «fui ao encontro dos seus desejos». A expressão "ir ao encontro de" tem ainda o sentido figurado de "captar o agrado ou a benevolência", "corresponder ao desejo": «Solicitavam-lhe o beneplácito, indo ao encontro da sua vontade com mercês e pompas de maiores galardões» [in "Dicionário de Questões Vernáculas", de Napoleão Mendes de Almeida]. De encontro a tem um sentido de oposição, enquanto a expressão ao encontro de significa exactamente o contrário. «Fui de encontro aos teus desejos [contra os teus desejos]». Transcrevendo de novo um exemplo citado por Napoleão Mendes de Almeida: «"Eu pensava vir de encontro aos seus desejos quando requeri que...", disse o funcionário, admirado com a negativa do despacho."O senhor veio realmente de encontro aos meus desejos, tanto assim que lhe indefiro seu requerimento", respondeu o superior hierárquico.»
O Ciberdúvidas «arruma» assim a questão, numa lógica binária de 0 ou de 1, que é, sem dúvida, muito «reconfortante» para quem pergunta, que assim se arrima à opinião de alguém a quem confere autoridade. E faz o mesmo o Ciberdúvidas, que resolve a questão pelo recurso à autoridade do gramático ou do dicionarista. Transcreve-se a «autoridade» e pronto, pára-se aí. Atente-se, porém, para perceber como a resposta e a interpretação desta questão talvez seja menos pacífica do que parece, num detalhe da resposta do dicionarista convocado: «De encontro a tem um sentido de oposição, enquanto a expressão ao encontro de significa exactamente o contrário. «Fui de encontro aos teus desejos [contra os teus desejos]». Como se percebe, o próprio dicionarista teve necessidade de usar o parêntesis recto para precisar o seu sentido…
Escalpelizando, não é para mim claro que:
«O João foi ao encontro do Paulo» e «O João foi de encontro ao Paulo»
sejam expressões de sentido oposto, como se pretende. Na primeira, o João foi ter com o Paulo e na segunda o João chocou com o Paulo. Ora «ir ao encontro de alguém» ou «ir de encontro a alguém» são expressões diferentes mas não opostas. O contrário de «ir ao encontro de alguém» é «afastar-se de alguém» e não «ir de encontro a alguém».
Passando agora a questão para um plano já não físico mas intelectual, temos que:
«O João foi ao encontro do que o Paulo pensava» e «O João foi de encontro ao que o Paulo pensava»
Também aqui estas expressões não se opõem. Na primeira, está subjacente um percurso, um trajecto até haver uma coincidência de pontos de vista e na segunda essa coincidência, essa adesão, é imediata e forte, como um choque. Não há, pois, qualquer oposição.
Qual é, para mim, o busílis da questão? São os sentidos figurados da expressão «ir ao encontro de» e «ir de encontro a», significando o primeiro «estar ou ser a favor» e o segundo «estar ou ser contra». E é exactamente aqui que reside a minha discordância. De onde é que esta interpretação provavelmente virá? Porventura de uma extrapolação indevida de expressões marcadamente orais, tais como: «o carro foi de encontro ao muro» ou «o carro foi contra o muro» e «o João foi de encontro ao Paulo» ou «o João foi contra o Paulo», como significando «oposição».
Desafio, porém, os gramáticos, os dicionaristas e as minhas amigas para abonarem a sua posição com exemplos retirados da «língua em acto», escrita ou oral, sejam eles de autores, de jornais, da televisão, de documentos técnicos, etc., etc. Não terei qualquer dificuldade em, por cada exemplo no sentido dos gramáticos, devolver em dobro com exemplos retirados do quotidiano…
Inevitavelmente, pois, a expressão irá evoluir para o sentido que lhe dei e que porventura sempre se lhe deu, fora dos dicionários ou das gramáticas…