Os «funcionários públicos da classe média», segundo VPV

Breves devaneios, reflexivos q.b., sobre a vida na Pólis & etc.
A Gillete é uma marca preocupada com os filhos dos seus clientes! Assim e antes que os inconscientes progenitores e barbeiros - assim mesmo: não é cá «cabeleireiros de homens» - deste país desatassem a fazer a barba às criancinhas com o creme de barbear Gillette Contour, avisa-nos para «Não utilizar em crianças com idade inferior a três anos». Uff. Com empresas tão responsáveis como esta, podemos dormir descansados.
Tem-se falado muito e comentado, na blogosfera e fora dela, como um dos maiores dislates do ano, a sugestão do MNE em realizar um campeonato de futebol euro-árabe (a terminologia euro-árabe não é exacta – como se sabe -, mas o que conta é a ideia). Embora não seja por essa via que se resolve o problema do «fundamentalismo islâmico», a ideia tem efectivamente potencial…
Cresce dia a dia o léxico da Língua Portuguesa... Na mesma linha do poste anterior - já agora, a palavra poste para designar «post» é minha («a César o que é de César e a Politikos o que é de Politikos»): pode ser que este blogue ainda venha a constar na nova edição do Dicionário da Academia - informa-se o Prof. Malaca Casteleiro, com abonação na revista Sábado desta semana (n.º 94, p. 8) e de acordo com uma carta do leitor Paulo Firmino, de Lisboa, que além de «opável», ou seja, passível de uma OPA, a PT, se se concretizar a dita operação, passa a ser uma empresa «opada», ou seja, uma empresa que sofreu uma OPA... Mais um adjectivo, ou melhor, mais um sentido para um adjectivo já existente... Viva a criatividade do jargão económico português...

A propósito da posição do Pólis&etc. face à Língua, já por aqui conhecida de outros postes, transcrevemos da obra Língua e liberdade, de Celso Pedro Luft, um curiosíssimo texto de Luís Fernandes Veríssimo, que, aliás, serve de mote a toda a obra. Nela, Luft discorre sobre o modo de ensinar o Português, as noções de Língua e de Gramática, a obsessão gramaticalista da regra, da ortografia e do «politicamente correcto» em termos linguísticos, que também existe, como bem sabem as Krónikas Tugas, a falsa crença de que – como diz – ensinar uma língua seja «ensinar a escrever certo», defendendo que uma língua viva é uma língua em constante evolução, abandonando e/ou incorporando de forma natural novos vocábulos, defendendo sobretudo a prática e o manejo da língua em detrimento do ensino estéril baseado na aprendizagem da Gramática. 






Tem-se discutido muito esta semana a propósito de uns cartoons sobre o profeta Maomé, publicados por jornais dinamarqueses e noruegueses… Representando o Profeta com um turbante em forma de bomba, esses jornais fizeram coincidir o Islão com o Terrorismo… Além de terem representado o Profeta, o que é terminantemente proibido pela religião islâmica, que condena a idolatria…
Quando entro nestas picardias futebolísticas com as Krónikas Tugas, que me levam até a perder algum tempo a fazer um «post» de réplica ou tréplica ou o que for, não deixo de me sentir a recuar um pouco até à infância ou à adolescência. Pois, o que é isto, senão uma versão mais elaborada, mais sofisticada, de «o meu clube é melhor do que o teu» Não posso deixar de pensar que afinal não estou assim tão longe do tempo em que coleccionava os «bonecos da bola». Ou pelo menos que não terei deixado completamente esses tempos... Colocada a questão ao Kroniketas, ele respondeu-me com o seu pragmatismo habitual: «para quê matar a criança que existe dentro de nós», ou qualquer coisa semelhante. E eu acho que isto diz tudo...
Já na posse de alguns dados estatísticos e a propósito das vitórias do Sporting em casa do Benfica, que geraram algumas salutares picardias com um dos blogues mais lidos na Pólis, vamos tentar esclarecer aqui «distorções da realidade», «médias comparadas a bolos», «fenómenos do Entroncamento» & etc. Ressalva-se, desde já, que estes dados foram obtidos pelo telefone, junto de um velho amigo, pelo que podem eventualmente conter algumas imprecisões. Que eu nestas coisas gosto de ver claramente visto. Porém, qualquer imprecisão não afecta o balanço global e as conclusões a que queremos chegar. Não vamos fazer «engenharias», nem «malabarismos» com os números, nem aconselhar convenientes recuos. Poderíamos fazê-lo à década de 50, de 40, ou de 30, por exemplo. Mas não seria rigoroso. Nada disso. Vamos apenas analisar os números com objectividade e algum critério. E, assim, temos que, nos 70 jogos para a Super Liga e Campeonato Nacional - deixamos de lado os antecedentes já que o modelo competitivo era outro - realizados pelo Sporting em casa do Benfica, o SLB ganhou 37 vezes, registaram-se 18 empates e o SCP ganhou 15 vezes, o que o perfaz uma média de uma vitória do Sporting de 4,6 anos em 4,6 anos. É evidente que, entre 1966-1967 e 1984-1985, o Sporting não ganhou em casa do Benfica e que, entre 1986-1987 e 1993-1994, também não. Mas também não é menos verdade que entre 1938 e 1954 lá ganhou 9, digo 9 vezes, sendo 5, digo 5, vitórias seguidas ou que entre 2000 e 2006 já lá ganhou 3 vezes. Não contabilizando oportunisticamente, para um lado ou para o outro, períodos aleatórios, de acordo com as conveniências, temos que, por décadas, o Sporting apenas ficou em branco na década de 70. Assim temos: Década de 30
2 vitórias (38-39; 39-40)Década de 403 vitórias (40-41; 47-48; 49-50)Década de 50
4 vitórias (50-51; 51-52; 52-53; 53-54)Década de 601 vitória (65-66)Década de 700 vitóriasDécada de 801 vitória (85-86)Década de 901 vitória (94-95)Década de 00
3 vitórias (02-03; 03-04; 05-06)