Gente fora de prazo
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Breves devaneios, reflexivos q.b., sobre a vida na Pólis & etc.
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Acontece que há uns dias tive de ir cumprir uma obrigação familiar a um dos mais conhecidos cemitérios da Pólis, o do Alto de São João, em Lisboa. Segundo dizem, um dos mais belos e um dos mais ricos em arquitectura funerária da Europa.Etiquetas: Autarquias
Lisboa, Rua Ferreira Borges, foto Pólis&etc.Etiquetas: Fotografias, Outsiders
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O nosso Correio da Manhã soma e segue. Uns dias depois da notícia Deserto de Lino dá vaia a Sócrates, mas agora pela mão de um outro jornalista, Rui Arala Chaves, em conjunto com A.M.S. – presumo que seja outro jornalista, mas bem podia ser uma empresa ou uma organização -, e a Lusa, Sócrates já foi vaiado. Isto por causa do Hospital de Abrantes. Não foi o ministro da pasta, como antes, foi mesmo o Primeiro-Ministro (PM). O título da notícia reza assim: Saúde: População contra fecho da unidade. Sócrates enfrenta manif em Abrantes. Primeiro gosto do «manif.»! É que gosto mesmo! A notícia começa: «Algumas centenas de populares aproveitaram ontem a visita do primeiro-ministro José Sócrates a Abrantes para o vaiar pelo eventual fecho do hospital local. Medida logo negada pelo próprio governante.» Ora, como se vê, os manifestantes «aproveitaram» a visita para o vaiar. Podiam estar em casa, a ver a bola, mas como ia lá o PM resolveram vaiá-lo! Está certo! E o que é que o PM lá foi fazer? O lead da notícia, a três mãos - vale o que se diz para a salada, que só deve ser mexida por uma mão -, até responde aos célebres cinco W do jornalismo (who, what, when, where, why and how). O problema é o modo como o faz. Vejamos como foi: «O primeiro-ministro deslocou-se ontem a Abrantes para presidir à inauguração do maior açude insuflável no País, que irá permitir um espelho de água adequado a desportos e zonas balneares fluviais. Apesar das potencialidades da nova infra-estrutura, até no que toca a fins turísticos, os manifestantes não se condoeram, vestiram roupas a dizer “Abrantes sem hospital não” e contestaram o fecho da unidade.» Descontando diversas outras minudências, podemos perceber que o ideal era os manifestantes terem-se «condoído» de José Sócrates. Como não o fizeram, toma lá com a «manif». E a notícia lá continua o seu caminho. E vai-nos informando que «mesmo confrontado com insultos, como “mentiroso”, e alguns apertões que a dado momento (como documentam algumas fotos) fizeram o primeiro-ministro perder a habitual compostura, Sócrates classificou a abordagem como “cordial e civilizada” e garantiu que “o Governo não tem qualquer intenção de alterar o acordo entre os hospitais de Abrantes, Tomar e Torres Novas”.» Esta é de morte! Primeiro ficamos esclarecidos que o PM é habitualmente um «homem com compostura»!?! E depois, que apesar de ser apodado de «mentiroso» e dos «apertões» que levou - esta dos «apertões» também é boa -, o PM achou isto «civilizado e cordato». Cool! Mas sobre isto, o PM ainda disse mais. Disse que «”aos políticos cabe reagir com fair-play e ouvir com um sorriso as críticas, essenciais à democracia”». Mas, «manifestou-se, porém, indisponível para rever decisões tomadas em face a pressões populares. “Era o que faltava que um Governo presidido por mim fosse alterar o quer que seja”, asseverou». Era o que faltava, mesmo! Estamos, pois, feitos com a Ota! Já nem vale a pena mais estudos! Para rematar, «soubemos que fonte do gabinete de Sócrates confirmou que “não existe a intenção de retirar valências ao Hospital de Abrantes”», classificando o protesto como “um equívoco”». Esta das «valências» e do «equívoco» já é outro nível de linguagem. A malta do gabinete do PM sabe o que anda a fazer. Guardei para o fim a cereja: «Noutra polémica ligada à saúde que tem abalado o Governo, ontem o INEM comunicou que a mulher falecida terça-feira por colapso cardíaco quando era transportada de Vendas Novas para Évora “já estava morta em casa”. Mas, como o CM então noticiou, o comandante dos bombeiros, José Verdelho, disse ter sido “a lutar pela vida” que ela fez o percurso de ambulância. Confirmado ficou que chegou ao Hospital de Évora “já cadáver”, 40 minutos após entrar na ambulância. Quando o estado de morte é evidente chama-se o delegado de saúde e não uma ambulância.»Etiquetas: Jornais, Língua Portuguesa
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