Férias da Pólis
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Breves devaneios, reflexivos q.b., sobre a vida na Pólis & etc.
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Quando Ricardo Araújo Pereira (RAP) começou a escrever a sua crónica na Visão temi o pior. Nem sempre um bom humorista dito corresponde a um bom humorista escrito. Achei inclusive as primeiras crónicas insonsas. Porém, elas foram-se fazendo ou o autor fazendo-as. E o RAP cresceu a meus olhos. Agora procuro a crónica de António Lobo Antunes e logo depois a de RAP. Ainda esta semana, ele me provou isso. RAP é um homem atento ao detalhe, ao pormenor, às fímbrias das coisas, em que mais ninguém repara ou se repara não interioriza, nem problematiza. E consegue, assim, a partir de um detalhe de um anúncio erótico esgalhar uma crónica pertinente sobre alguns aspectos da vida da Pólis. Além disso, RAP revela uma escrita enxuta, sincopada, com ritmo, bem estruturada e bem encadeada. Keep on trucking, caro RAP, é sempre com prazer que o leio, além de o ir vendo e ouvindo... Miau...Etiquetas: Humor, Personagens
O processo Casa Pia já dura há quase dois anos. Fora a fase de instrução em que já lá vão mais dois. Segundo um dos advogados das vítimas, ontem, na televisão – cito de memória - «lá para o Verão que vem poderemos ter um primeiro acórdão». Verdadeiramente impensável é andarmos há tantos anos nisto – fora os que ai vêm, com recursos e quejandos. Acho bem que, no quadro do Simplex, à empresa na hora se siga a justiça na hora. A continuar como estamos, qualquer dia toda a sociedade se move à velocidade da luz e a mastodôntica Justiça continua com os ritmos elefantinos de há 50 anos.Etiquetas: Justiça
Quando vi este mapa no Courrier Internacional desta semana não pude deixar de pensar que não há uma Europa, há várias Europas. Várias Europas com posicionamentos geopolíticos e interesses estratégicos diferentes. Atente-se que os oleodutos e gasodutos que transportam o petróleo e o gás natural da Rússia para a Europa cobrem todo o Continente, incluindo a Turquia e a Inglaterra, mas não chegam à Península Ibérica. Serão os Pirinéus? Certamente que sim. Mas então e os Alpes, por exemplo? E não chega referir que recebemos os hidrocarbonetos por outras vias - marítima e terrestre - e parte já, via Espanha, através dos gasodutos do Norte de África. É curto, porque é - entre outras razões - pela diversificação das fontes de abastecimento que ficamos menos reféns e que conseguimos maiores vantagens económicas, já que o transporte por esse meio é mais barato. Além de que estamos a falar de uma matéria-prima vital e que importamos na totalidade. Além da OTA e do TGV, integrar a rede europeia de gasodutos e de oleodutos não deveria ser também um projecto de interesse estratégico nacional?Etiquetas: Internacional
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Li em tempos no Origem das Espécies que comprar um livro mal traduzido ou com erros de Português é equivalente a comprar um artigo com defeito… De onde seria lícito fazer a devolução do livro e solicitar o dinheiro de volta. Ando a ler um livrinho de Edward Bernays chamado Propaganda, publicado em 2006 pela Mareantes, onde, a dada a altura, se pode ler: «Na prática, se todos os homens tivessem de estudar por si mesmos os abstrusos dados económicos, políticos e éticos envolvidos em todas as questões, seria-lhes simplesmente impossível chegar a uma conclusão.» Tem prefácio de Luís Paixão Martins, a tradução é de Eduardo Oliveira e eu quero o meu dinheiro de volta…Etiquetas: Língua Portuguesa, Livros



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A propósito das diferenças entre os sexos e de uma extensa série de postes de um blogue perto de si que directa ou indirectamente abordam essa temática: Ser ou não Ser Sexy..., Maridos a Dias, Assessoria de imagem, As Mulheres e a Pirâmide, Largueza de Vistas, Nacionalidade a Quanto Obrigas, Misérias do Quotidiano ou o «Fado» do Cabelo Eriçado, A Plástica de um Par de Calças, Discriminação Positiva, Misérias do Quotidiano ou a Rotina das Conversas Solitárias, As mulheres e a Cebola, Guerra e Paz (é mesmo caso para dizer que esse parece ser um tema nuclear para o dito blogue) aqui deixamos, sem mais comentários, estas quatro imagens... Etiquetas: Outsiders, Sociologia
Nunca deixo de me surpreender com a falta de rigor, quer na escrita, quer nos conteúdos, dos jornais e revistas da Pólis. Ademais com a responsabilidade social que desempenham na educação e na formação da opinião da pública. É óbvio que uma peça jornalística não tem de ter a exemplaridade gramatical de um teste de Português, nem o rigor científico de um ensaio. Mas deve haver um cuidado mínimo. E por vezes não há.Etiquetas: Jornais

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Antes mesmo do Portugal-Inglaterra deste Mundial, volto à carga com o assunto do patriotismo. Um apontamento apenas. E só para referir esta subtil e reveladora diferença. Na minha infância e adolescência, eram raros, raríssimos os jovens portugueses que vestiam uma camisola da nossa selecção. Imperavam as camisolas das selecções estrangeiras, designadamente europeias: Alemanha (à época RFA), Inglaterra, Itália, começava também aparecer a França, etc. Todas menos a nossa. Agora quase só se vê a nossa. Além de que me farto de ver estrangeiros com a nossa camisola. Etiquetas: Futebol, Sociologia